Depoimento: Mágoa da mãe

“… a primeira vez que trabalhei com a EFT, foi para lidar com as mágoas em relação à minha mãe. Venho trabalhando há anos, e, quanto mais trabalho, mais me deparo com níveis profundos de dificuldades que exigem que eu pare, estude a situação, recapitule, por vezes; mude o enfoque ou percepção, para conseguir enxergar uma luz ou continuar caminhando.

Ao ler sobre a EFT na sua apostila, percebi que algumas coisas que vivo hoje poderiam ser mais um reflexo da mágoa na relação com ela deixada para trás. Esta foi a primeira parte: descobri que uma mágoa que eu tinha com o meu marido na verdade era um reflexo de uma mágoa com a minha mãe, por que os dois refletiam o mesmo comportamento que me exasperava, e eu me sentia agredida, sem saber como reagir.

Ao tomar consciência disso, enquanto dirigia e pensava no assunto (foi um insight), fui direto à situação, que eu lembrava, em que minha mãe me magoava daquela mesma forma e massageei o ponto doído, enquanto visualizava a cena.Na hora, senti como se algo cedesse, e se espalhasse pelo meu corpo, numa sensação de leveza; algo difícil de descrever, uma vontade de chorar, mas de alegria, não sei, uma reação de , talvez, liberdade. Enfim, houve uma reação boa, com uma sensação agradável, e anotei isto mentalmente para pensar mais tarde.

No outro dia, já lendo com mais cuidado a apostila, memorizei a receita básica e comecei a aplicá-la a outro contexto, em que eu sentia dificuldades de me permitir alcançar o sucesso por que achava que minha mãe havia me passado, por atitudes e palavras, a idéia de que eu poderia fazer o que quisesse, que não alcançaria tudo o que quero (ou não me sentiria satisfeita com o que alcançasse).

Então, fui percebendo que é quase como se a gente sentisse a energia “andando” pelo corpo. Começa com a frase de preparação (eu prefiro o ponto doído, talvez por causa da primeira experiência), em que a dor emocional está no peito (mágoa) e como que começa a se espalhar. Ao passar para o topo da cabeça, eu ainda a sinto, forte, mas, ao longo do processo, até quando chego ao ponto gama, ela já parece mais “espalhada”. Então, volto ao início, e é como se eu quase já não soubesse sobre o que estava mesmo falando. Ela desaparece,aos poucos, parece algo longe, talvez que outra pessoa contou (algo que a gente sabe, mas não experimenta). E, quando acaba, sobra a leveza, a paz, uma sensação de renovação, uma alegria “doida”, com vontade de chorar. Vai embora, e a gente nem sabe explicar direito por quê.

Talvez, seja isso o que torna a técnica válida, ela não responde ao raciocínio…

Mas acho que o mais importante, e isto deve ser geral, é que o sentimento trabalhado tem que estar muito claro, muito vívido, para que o efeito seja positivo. É como reviver a situação na hora em que ela aconteceu, mas ficou sem resposta, e então damos a resposta a ela, e ela fica resolvida. É como me parece. Desde aquele dia, não trabalhei mais com EFT, até por que quero aprimorá-la aos poucos em mim mesma, e, para isto, preciso levar em conta a minha própria demanda. Mas pretendo continuar a usá-la no meu “auto-trabalho”, e espero aprender mais a respeito.

Sem mais para o momento, obrigada, Sucesso em sua jornada, um abraço,

 

Shirley Moreira

Receba o manual gratuito acessando Aqui. Ou acesse a imagem abaixo.

Gostou? Então deixe o seu Comentário abaixo :-)

2 Comentários